Terça-feira, Maio 13, 2008

III


Tuas curvas malignas,
A relva de teu ventre

Onírico.
A luz dos teus olhos,
O gemer de teus lábios
Quentes.
A presença inescrupulosa
Das dores de ti em mim
- Unha, dente & Carne...

Tua presença, simples,
E unicamente perfeita,
Adormecida...

As mais voluptosas juras,
Os beijos mais longos,
Tuas pernas.
Tudo de ti em mim;
Qualquer resquício teu

É sacro, mortal, libidinoso

- Teu perfume em meu travesseiro.

3 comentários:

Felipe L'ardigari disse...

Eu percebi, mi amigo, a ausência no que tu descreves, presente no que sentes. Digo, "tua presença adormecida", "teu ventre onírico". E o perfume que restou no travesseiro. Percebi as referências à algo que não mais se possui, que deixou apenas o resquício: em ti.

Simples e apaixonado. Amei, cara!

Luísa disse...

Vou fazer do comentário do Felipe o meu comentário e fazer um adendo: adoro cheiros de cabelos e de perfumes que ficam em travesseiros. Além disso tudo, me apresente essa mulher! :D

Stigger disse...

Ela é foda, né?