
Não se fazem mais putarias como antigamente, sabe? Eu tava em casa, assistindo essas merdas de filmes pôrnos atuais e - pelo amor de meus pentelhos - como essas putas de hoje são plásticas. São umas merdas plásticas e duras. Eu me lembro da época em que eu via os filmes daquela ruivinha que gemia feito uma porca no cio (como era mesmo o nome dela?). Eram maravilhosos, ela chupava uma pica como ninguém.
Acontece que eu acabei ficando entediado, e resolvi dar uma passada na casa da Beth. Peguei o telefone e liguei pra ela:
- Alô, Beth!
- Alô! Quem é?
- É merda do teu pai, caralho. Não tem bina nesse celular?
- Que tu qué?
- Tá fazendo o quê?
- Nada. De bobeira.
- Vou dar uma passada aí, beleza?
- Só chegar.
Desliguei o telefone. Porra de guria burra! Era uma gostosura, torta de boa, mas burra como uma porta. Gostava de ser tratada como uma vagabunda. Isso me atraia - sem falar do ar de inocência da safada.
Meti os fones no ouvido. Passei na frente do espelho, enquanto pegava as chaves. Led Zeppelin... Pingo de mostarda na camisa. Foda-se. -You know you shook me...You shook me all...
Sai de casa, peguei o carro. A Beth morava num hotel, no centro. Ganhava uma pensão gigantesca do pai, General de exército, e vivia como uma dondoca: só passava curtindo festas em sua suíte imunda, fumando maconha e bebendo seus porres diariamente. Sem falar das fodas sujas com quem achava pela frente... mas no fundo, ela me ama, eu sei. Precisava vê-la hoje, faziam três dias que eu não fodia, e tava completamente sem grana. Beth era uma pessoa legal, nunca se recusava em me suprir de dinheiro, sexo e presentes.
Passei antes, entretanto, num boteco - tava sem cigarro - e aproveitei pra comer um xis. Depois de meia hora sentado no balcão daquela merda suja, vem aquele pão engordurado, pingando maionese e gordura do lombo de porco frito naquelas chapas podres. Uma delícia. Pedi uma cerveja. Paguei a conta. R$ 7,50. Um mundo de oportunidades por uma banana.
- Me dá um Malboro e uns chicletes.
Parei na porta da budega, tomei um ar, coloquei os óculos escuros e taquei fogo num cigarro. Fiquei ali uns minutos, só fumando. Joguei a bituca fora e caminhei em direção ao carro, pensando o que comeria na janta, quando uma dor filha da puta me fincou o peito. Fiquei sem ar, me escorei no capô... Passou. Entrei no caro, ainda meio zonzo, girei a chave. Tranqüilo. Tomei a avenida adiante em direção ao hotel (acho que se chamava Hotel Figueiras) e, uns metros depois, senti aquela dor do cacete de novo. Apaguei. Não me lembro, então, de ter acordado. Acho que o carro entrou num poste ou algo assim...
Eu só queria mais um Malboro, sim?!



6 comentários:
Eu ia escrever perfeito.
Mas vou fingir uma intelectualidade aqui, ok?
Sinto um perfil urbano rock n' roll em seu conto. O que me agrada muito.
O xis lombo é maravilhoso.
e porque nao me chamou pra assistir fime pornô com você? ér
;*
Fanny: O xis lombo é divino.
Fabrícia: ainda tá em tempo?
bah, ducaralho, aí!
hehehe
O xis pingando é o certo.Xis sequinho e "Eco-chato", não.=D
Haha foda!
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