Quarta-feira, Julho 29, 2009

- 78.012 -

Quero doar-me
As massas:
Bocas que percorram
- Dentes que perfurem -
Minha carne.
Mãos que alimentem
O que
há de prazer;
Braços que embalem
O hedonismo cego
E insano.
Quero a dor profunda
Dos
lábios que
- Sem questionar -
Calam-se
Uns nos outros.

1 comentários:

Felipe Johnson disse...

quase materializei o momento que tu escreveu essa poesia. Mas nasceu um desejo libertino absurdo de todas essas palavras carnais... Belo poema, hermano. Orgiástico