Sexta-feira, Setembro 25, 2009

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Meu ser se perdeu de mim, deixou ao relento
Essa casca seca e retorcida que hoje arrasto
- Casca desprovida de poesia, casca que invento
E que, sobre ombro
dolorido e imensamente vasto

Sustento, só por sustentar. Ócio de meus dias,
Eterna
desvontade de existir. Que posso fazer
Se o amor que em mim bem querias
Se extinguiu de todo prazer?

Já não sou o que eu era,
Já não sei mais me sentir, então;
E - em plena primavera -

Me imunizo de qualquer paixão...
Meu rosto esquecido seca triste
Numa estação que inexiste.

1 comentários:

Felipe Johnson disse...

Carregada de um niilismo autoexplicativo... De uma dor, um questionameto cheio de dor, mas tá longe de ser pessimista, tá longe de ser qualquer coisa descritível, como a própria estação que inexiste