Segunda-feira, Novembro 02, 2009

- 3.215 -

Eu nasci
Para a fumaça
Das manhãs pálidas,
Para o enigma da noite,
Para o aborto da aurora.

Eu nasci...
E perdido em teu seio
Procuro o traço que conduza
O que ainda há de consciência.
Gozo...

Desfaço-me;
Absorve-me
teu ventre de barro...

O dia que corre lá fora
- Austero e amargo -
Traz consigo uma luz
Que não consta nos manuais;
É paixão!?

Não,
Paixão
É sofrimento.

1 comentários:

Felipe Johnson disse...

Esse poema me fez pensar naquele amor quase materno da esperança dos apaixonados...

"Paixão
É sofrimento" - a medida (ou desmedida?) certa, hermano!

=)