Eu nasci
Para a fumaça
Das manhãs pálidas,
Para o enigma da noite,
Para o aborto da aurora.
Eu nasci...
E perdido em teu seio
Procuro o traço que conduza
O que ainda há de consciência.
Gozo...
Desfaço-me;
Absorve-me
teu ventre de barro...
O dia que corre lá fora
- Austero e amargo -
Traz consigo uma luz
Que não consta nos manuais;
É paixão!?
Não,
Paixão
É sofrimento.
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1 comentários:
Esse poema me fez pensar naquele amor quase materno da esperança dos apaixonados...
"Paixão
É sofrimento" - a medida (ou desmedida?) certa, hermano!
=)
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